o festival

O Festival Internacional Diamantino de Circo surgiu quase que espontaneamente  com o objetivo de legitimar o encontro de artistas circenses que ocorre naturalmente no Vale do Capão, fato este que transformou o Circo do Capão em um ponto de encontro internacional da arte circense englobando várias outras formas de expressões artísticas. O Festival chega com o objetivo de valorizar e preservar a arte circense, reunir artistas para interações, trocas, debates éticos e estéticos, celebrações e muita brincadeira . O Festival traz a proposta de realizar-se sob uma nova perspectiva, na busca do despertar da consciência de todos os participantes, integrando a arte com a educação, meio ambiente e meio social.


O Festival nasce junto a uma filosofia que norteia todas as suas ações e ideais, acreditando que a arte e a cura caminham juntos, a arte circense como ferramenta que pode ser utilizada para sensibilizar pessoas e pulsar por uma sociedade mais consciente. Para isso todas as suas ações são desenvolvidas com esse foco, alguns exemplos: todas as apresentações são familiares, o critério é a magia, a pureza, a qualidade técnica e principalmente a mensagem a ser passada. Além do foco artístico-cultural do Festival, busca-se por meio de ações conscientes despertar um maior respeito para com o meio ambiente e com o próprio ser, como utilização de material reciclado para realização da decoração, cartazes informativos, não venda de bebidas alcoólicas dentro do evento, alimentação natural e integral para os artistas, técnicos e produtores, coleta seletiva do lixo, recolhimento do lixo na rua durante o cortejo, produção colaborativa, realização de oficinas e espetáculos em regiões próximas carentes, entre outros, acreditando que o circo, circular, símbolo que reúne várias artes, também reúne ideias, ações, sonhos, a arte como um todo, integrado, nos tornando protagonistas de fazer do mundo um lugar melhor de se viver.


O intuito do Festival, que é o único festival de circo da Bahia, é consolidar-se como referência nacional e internacional entre fazedores, pesquisadores e admiradores do circo. Reunir as antigas práticas da tradição circenses às mais inventivas formas contemporâneas de expressividade cênicas, sempre prezando pela qualidade artística de sua programação. Dialogar por meio das apresentações, oficinas, roda de prosa, mesa redonda(,) o que está sendo feito em diversas regiões do Brasil e do Mundo, enriquecendo e aprimorando por meio do intercâmbio cultural o trabalho de cada artista presente. Ação como essa fortalece uma rede entre os artistas, produtores e gestores da cultura, contribui para a autonomia dos mesmos e possibilita a troca de experiências e contatos, estimulando também a inserção de grupos e artistas no mercado formal e alternativo de circulação de espetáculos.


O incentivo a cultura e a comunidade local é também uma das principais metas do Festival Internacional Diamantino de Circo. Por meio de ações de valorização e formação artística o evento busca proporcionar à comunidade local oportunidade do contato com atrações de qualidade, dando acesso à arte feita por grandes artistas. Com isso busca-se despertar no público o senso crítico, dando referências que possibilite a construção de um novo olhar sobre a vida, além de proporcionar momentos de alegria e diversão para toda a família. Ver atrações locais no mesmo palco onde se apresentam atrações internacionais valoriza a arte e a população da região, contribuindo para a autoestima e o reconhecimento próprio como fazedores de cultura.


(Acredita-se)Acreditamos que o Festival Internacional Diamantino de Circo tem potencial transformador para a região e para os artistas, oferecendo referências, movimento e motivação. Contribui de forma inegável para o desenvolvimento do potencial turístico da região, criando um forte elo entre turismo ambiental consciente e o turismo cultural. Gera renda com serviço, compra de produtos e gêneros alimentícios da região e material de consumo. O Festival tem uma mistura e uma diversidade que merece ser respeitada por ser característica essencial do evento, diversidade entre os espetáculos e artistas, característica presente na própria região. Propõe a valorização da cultura local, resgate e difusão da cultura do circo, da cultura da diversidade e do respeito.

Em 2010 realizou-se a primeira edição do evento, reunindo artistas locais, nacionais e internacionais. Sem patrocínio, a festa realizou-se graças à mobilização dos artistas e produtores que acreditaram nesse sonho, além do apoio da comunidade, comércios locais e técnicos que se apaixonaram pela ideia e a parceria com o Circo do Capão. O sonho tornou-se realidade, e o Festival já nasceu como sendo referência dentro do circuito de encontros entre os circenses, artistas de todo o mundo vieram prestigiar e participar da festa, trocar experiências e conhecer o local mágico onde é realizado o evento: O Vale do Capão, Chapada Diamantina – BA. Este, mostrou-se como um local ideal para a reunião lúdica da  arte circense, a magia do circo envolto na magia da natureza local.

 


Em 2011 o Festival realizou 08 dias de muita interação artística. Ampliou suas atividades para mais duas localidades, levando espetáculos também para as cidades próximas de Palmeiras e Seabra. No Vale do Capão foram 07 dias de oficinas, palestra, roda de prosa, espetáculos, números, cortejo, jogos circenses entre outras atividades que reuniram um público aproximado de 2000 pessoas e a reunião de 130 artistas que contou ainda com a ilustre participação do Mestre “Palhaço Biribinha” (Teófanes Antônio Leite da Silveira) e sua família (Alagoas- BR). Ao total foram 22 oficinas, 15 grandes espetáculos, 13 números, 02 apresentações musicais, que vieram do Chile, Argentina, Itália, Suíça, França, Israel, Espanha, Colômbia, Rio de janeiro, Brasília, Alagoas, Salvador, Feira de Santana, Porto Alegre e Vale do Capão.
 

Em 2012 o grande festejo durou 10 dias e diferente dos outros anos aconteceu no mês de dezembro. Os povoados Guiné, Campos de São João e Lagoa da Boa Vista receberam pela primeira vez um espetáculo circense. Foram 04 espetáculos externos ao Vale do Capão, sendo que em Lagoa da Boa Vista, além do espetáculo, também foram oferecidas uma oficina de palhaço para adultos e uma de jogos criativos para crianças. Reconhecido pelo Edital Setorial de Circo 2012, o projeto recebeu apoio financeiro e pela primeira vez pode retribuir financeiramente aos artistas, técnicos e espaços utilizados.


As ações do Festival são as seguintes:
Cortejo – sai do Circo do Capão e vai até a Vila no Vale do Capão, marcando a abertura oficial do Festival, onde participam os artistas convidados e a comunidade local, numa grande celebração. Essa ação conta com uma temática ambiental, pois os artistas vão coletando todo lixo encontrado pelo caminho, deixando como presente para a comunidade a rua principal  LIMPA!

 

Oficinas – por meio dessa  ação  busca-se  proporcionar  aos  participantes do  Festival  referências,  informações e técnicas que auxiliem os artistas e  aprendizes, ferramentas e conhecimentos úteis ao seu dia dia, enquanto profissional da arte ou cidadão. As oficinas são divididas em níveis iniciante e avançadas, com o intuito de alcançar e favorecer vários públicos. Acontecem em diversas partes do Vale do

 

Capão: Circo, Escolas, Lothloren, Espaço de Cultura Jaqueira e Rufino Rocha.
Mesa Redonda – tem a proposta de trazer profissionais reconhecidos da arte circense para enriquecer e contribuir com a formação artística e profissional dos participantes do Festival, além de proporcionar um contato mais direto com referências importantes desse universo.

 

Roda de Prosa – surgiu da necessidade dos participantes do Festival se conhecerem melhor, num formato informal, artistas, técnicos, gestores, produtores e interessados reúnem-se para trocarem informações, ideias, pontos de vista, ou apenas para se apresentarem e conhecerem melhor o trabalho um do outro.
 

Noite de Fogo – acontece na noite de sexta-feira, sob uma coordenação específica reúne artistas com performance de malabares de fogo e música ao vivo para apresentarem um espetáculo na área externa do Circo do Capão.
 

Palco Aberto – um espaço pensado para os artistas que não estão na programação oficial do Festival possam se apresentar no evento. Abre-se uma inscrição uma semana antes para números, onde a coordenação desse momento monta e organiza os participantes de acordo com sua própria  proposta artística.
 

Jogos Circenses – na tarde de domingo todos são convidados a participarem dessa brincadeira, construindo um ambiente descontraído e engraçado, adaptando técnicas circenses à técnicas esportivas e circuitos competitivos, como vôlei clave, quem fica mais tempo na parada de mão, quem equilibra mais tempo uma clave no nariz, entre outros.
 

Apresentações de Rua – tem como proposta valorizar a arte circense que é feita na rua e atingir um público mais diversificado. As apresentações acontecem na Vila no Vale do Capão, e nos povoados próximos (ao Vale), Guiné, Campos de São

João, Lagoa da Boa Vista e centro da cidade de Palmeiras.
 

Apresentações de Lona – Números e espetáculos variados que ocorrem dentro do Circo do Capão
Grupos Musicais – momentos de descontração para os artistas e público, onde serão convidados artistas da região, como uma forma de valorizar e difundir a cultura local.